domingo, 31 de agosto de 2008

[Meu coração precisa CANTAR]


"E raccontano che lui si trasformò
in albero e che fu
per scelta sua che si fermò
e stava lì a guardare
la terra partorire fiori nuovi
così
fu nido per conigli e colibrì
il vento gl'insegnò i sapori di
di resina e di miele selvatico
e pioggia lo bagnò
la mia felicità - diceva dentro se stesso -
ecco... ecco... l'ho trovata ora che
ora che sto bene
e che ho tutto il tempo per me
non ho più bisogno di nessuno
ecco la bellezza della vita che cos'è
ma un giorno passarono di lì
due occhi di fanciulla
due occhi che avevano rubato al cielo
un po' della sua vernice
e sentì tremar la sua radice
quanto smarrimento d'improvviso dentro sé
quello che solo un uomo senza donna sa che cos'è
e allungò i suoi rami
per toccarlacapì che la felicità non è mai la metà
di un infinito
ora era insieme luna e sole
sasso e nuvola
era insieme riso e pianto
o soltantoera un uono che cominciava a vivere
ora
era il canto che riempiva
la sua grande
immensa solitudine
era quella parte vera
che ogni favola d'amore
racchiude in sé
per poterci credere..."
(Eros Ramazzotti)

[O Vazio]


"É a Companhia que acalenta...Outra vez o branco. A possibilidade de se fazer tudo e a certeza de não se ter nada. Tudo começa por algo maior, depois vem as letras subordinadas... E passo a passo, vão surgindo novos enredos. Vírgulas, Reticências. Um eterno abrir e fechar de aspas. Às vezes alguns parenteses... E no fim,tudo espera por um ponto final. Quando chega a hora de virar a página. Mais uma vez. O branco. O vazio. A incerteza do tudo. A certeza do nada. Outra história está por vir (Ou será sempre a mesma história?). Talvez com nuances diferentes. Com retoques novos. Tudo pode ser novo,de novo. Tudo pode se tornar gasto, sem graça. Outras histórias. Outros enredos. Tudo sempre tem que terminar com um ponto... talvez final... talvez reticente...talvez admirável....Mas tudo sempre termina... e de alguma forma tem que (re) começar. A vida, este eterno abrir e fechar de páginas. novos enredos, velhos personagens. velhos enredos, novos personagens. E no fim, espera-se sempre pelo fim. A angústia de quem está por vir. A expectativa da nova página. supera a tristeza de que fica para trás. e a angústia de que tudo passa. A página vira. E de novo, é o branco que invade"!
(Soraia Manzela)

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

[Più Bella Cosa]

Quero CANTAR hoje, pra alguém:

"Com'è cominciata io non saprei
La storia infinita con te
Che sei diventata la mia lei
Di tutta una vita per me
Ci vuole passione con te
E un briciolo di pazzia
Ci vuole pensiero perciò
Lavoro di fantasia
Ricordi la volta che ti cantai
Fu subito brivido sì
Ti dico una cosa si non la sai
Per me vale ancora così
Ci vuole passione con te
Non deve mancar mai
Ci vuole mestiere perchè
Lavoro di cuore lo sai
Cantare d´amore non basta mai
Ne servirà di più
Per dirtelo ancora per dirti che
Più bella cosa non c'è
Più bella cosa di te
Única come sei
Immensa quando vuoi
Grazie di esistere...
Com'è che non passa cogli anni miei
La voglia infinita di te
Cos'è quel mistero che ancora sei
Che porto qui dentro di me
Saranno i momenti che ho
Quegli attimi che mi dai
Saranno parole però
Lavoro di voce lo sai
Cantare d´amore non basta mai
Ne servirà di più
Per dirtelo ancora per dirti che
Più bella cosa non c'è
Più bella cosa di te
Unica come se
Immensa quando vuoi
Grazie di esistere
Più bella cosa non c'è
Più bella cosa di te
Unica come sei
Immensa quando vuoi
Grazie di esistere..."
(Eros Ramazzotti)

[Enquanto Durmo]


"Quero apenas cinco coisas
Primeiro é o amor sem fim;
A segunda é ver o outono;
A terceira é o grave inverno;
Em quarto lugar o verão.
A quinta coisa são teus olhos,
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser, sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que continues me olhando."
(Pablo Neruda)

[...talvez mais cores... mas não menos...]


.A lógica do vento. O caos do pensamento. A paz na solidão. A órbita do tempo. A pausa do retrato. A voz da intuição. A curva do universo. A fórmula do acaso. O alcance da promessa. O salto do desejo. O agora e o infinito. Só o que me interessa.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

[Ahhhhhhhhhh...]


"Há que ter céu onde eu me plante...
vem e me colhe".

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Lágrima que cai]


"O que dizer quando faltam as palavras?
O que dizer quando se quer dizer mais que um "Eu te amo"?
Um Eu te Amo dito em abraços?
Sorrisos?
Toques?
Precisa de palavras para dizer Eu te amo?
Não. Aprendi também falar com gestos....
Com lágrimas que caem.
E mãos que não deixam ir embora.
Assim também se mostra que ama.
Espero que você sempre possa ler esses "Eu te amo's ocultos em mim.
Porque assim, daqui há muitos anos se me faltar a voz, você ainda saberá desse meu amor.
Leia-me, interprete-me, sou toda amor."

domingo, 24 de agosto de 2008

[No me lo puedo explicar]


"Talvez seja um sorriso. Ou até mesmo uma lágrima. Talvez seja em um olhar desvendado através de sombras. Ou então naquele olhar escancarado, revelador. Talvez seja aquele vazio. A sensação de estar junto e só ao mesmo tempo. Talvez seja a saudade, contida ou revelada. Talvez seja aquilo que guardei tanto que nem sei mais o que é. Talvez seja a esperança. De felicidade, de dias melhores, de sonhos. Talvez seja aquele rosto. Aquelas mãos. O calor de ainda sentir aquele abraço que ficou em mim. O fechar de olhos e se permitir uma viagem ao calor de um outro. O poder ainda sentir uma sensação, um gosto. Talvez seja o céu azul. Ou até mesmo aquele em dias de tempestade. Retomando com um arco íris. Talvez seja aquela paz, aquele levitar de almas. Ou então, aquela alma inquieta, insegura. Talvez seja aquele beijo inesperado, surpreso. Ou até mesmo aquele tão desejado, e talvez não sentido. Talvez sejam aqueles momentos de entrega, em que deixo de ser, para ser o outro. Talvez seja por isso que eu amo tanto. E me encontro mais nele do que em mim.
Talvez..."

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

[...passando]


"Que nossos passos
nos levem ao encontro
de nossos silêncios e sorrisos
e dos gritos meus
que você engole,
por que tem certas coisas
que não passam..."

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Cantando com Jorge Vercilo

'Preciso aprender a ver o que não se vê
Para me transformar no que o amor quiser
Ouvir o que não se diz
com os olhos te entender
Pra te fazer feliz
como me faz você'
(Jorge Vercilo)

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Elegante é...


"Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, esteja cada vez mais rara: a elegância do comportamento. É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres ou dizer um simples obrigado. É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até a hora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas... quando não há nenhum fotógrafo por perto. É possível vê-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.... nas pessoas que escutam mais do que falam.... e quando falam, passam longe da fofoca e das maldades ampliadas no boca a boca. é possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de voz ao se dirigir a frentistas, por exemplo. nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentem prazer em humilhar os outros. Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece, é quem presenteia fora das datas festivas... oferecer flores é sempre elegante... é elegante você fazer algo por alguém, e este alguém jamais o saber... é elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao outro....é muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais. é elegante retribuir carinho e solidariedade. é elegante o silêncio, diante de uma rejeição... não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante. Sorrir, sempre é muito elegante e faz um bem danado para a alma... olhar nos olhos, ao conversar é essencialmente elegante... Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural pela observação, mas tentar imitá-la é improdutivo. a saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independe de status social: se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os desafetos é que não irão desfrutá-la".
(Martha Medeiros)

sábado, 16 de agosto de 2008

Refletindo...


Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos: "Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?"
"Gritamos porque perdemos a calma", disse um deles. "Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?" Questionou novamente o pensador. "Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça", retrucou outro discípulo. E o mestre volta a perguntar: "Então não é possível falar-lhe em voz baixa?" Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. Então ele esclareceu: "Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?"O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas? Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas." Por fim, o pensador conclui, dizendo: "Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta".

(Pensador Indiano)

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

[O silêncio]


"Às vezes, falta a palavra nítida em sua função de palavra.
E assim as coisas se tornam soltas.
Se tornam livres.
Sem sentido de coisa.
Sem sentido de ser coisa nenhuma.
Apenas se tornam leves
flutuando
no vento.
Num vento que não tem perfume quando falta a poesia.
Quando falta a rima,
Quando as palavras faltam.
E morrem na boca sem terem sido mastigadas pelos dentes.
Sem terem sido lambidas pala língua.
Sem terem tido tempo de serem letras de mãos dadas.
Então, resta o silêncio,
Não o silêncio como ausência de palavras.
Mas um silêncio com a ausência de si mesmo.
Um silêncio vazio
Vago
Raso
Sem nitidez de silêncio.
... E são carregadas pelo silêncio do outro mantido em função de silêncio.
Silêncio nenhum é igual.".

terça-feira, 12 de agosto de 2008

[Falando de amor...]


[Casa do amor é o corpo todo . e não só o coração . é seguir sem os pés meu amor . sem caminho traçado . deixar ir... . deixar fluir... . deixar ser . com verdade . sem vaidade . sem medo de perder . porque em momento algum . nada se tem . nada é de alguém . sem razão pra diminuir . porque amor é o que a gente acredita . e por isso não pode ser um só . e por isso não pode ser só um . amor não é solitário . nem totalitário . amor é involuntário . amor é como você diz: amar é querer bem . e não querer alguém . amar é ilimitado . é ter zelo . é ter cuidado . sentido indefinido . amar não é verbo . por que amar é voar de olhos fechados . e em todas as direções . é ser sem definições . e querer querer . e querer mais . porque amor não começa aqui . amor não termina aí . amor não se limita ao pouco que podemos ser . e amor não quer pensar em nada, não . porque amor foi feito pra sentir . inventado pra multiplicar e não pra se guardar em si . não pra se prender . porque amor foi feito pra se deixar ser . sem ser assim assado . de um jeito mal acabado . porque amor não foi feito pra nada definir . amor é assim . de se dividir em partes e ser tudo em uma coisa só . é ir rumo ao nada que o tudo pode ser . é ir rumo às cores . ir rumo a mim e a você . mas sem destino predestinado . porque amor capota em curvas . amor bate de frente com o que não quer ter . e o amor que aprendi com você não tem medo de nada não . o amor que aprendi por ti chegou antes de você . ele já tava aqui latente . na espera de tudo . de tudo o que podemos ensinar um pro outro . esse amor é daquele que não acaba .

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Florzinha


"A coisa mais linda do mundo
é você:
dona do amor
que acredito ter".




domingo, 10 de agosto de 2008

[Ensaio sobre um silêncio]


[Além das palavras . aquém das letras . o que resta em meio a nada disso : o que não sai da boca . o que contém sentidos . passa além das horas . ouve além do ouvido . pousa sobre a pele . e não é percebido . choca o desconhecido . faz de escasso o fôlego . cabe sem espaço ... e não rima : metáforas poéticas de uma vaga ontologia . linhas que mapeiam o intraduzível . coisas que se fazem opacas no invisível . tudo se passa na espera de (im) possíveis encontros . na busca do novo e do imperceptível . vazio de palavras . perdido em meio ao vento . que se faz no instante do indizível .... de tudo que vai do todo que fica : sobra ainda imperecível o rascunho do não dito].

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

[GRF - pra você]


[Ela não sabe o tamanho da força que guarda nos olhos . e se sabe . talvez não diga . afinal . dizer pra quê? . a força que ela guarda nos sonhos . é tão imensa . é tão intensa . que seus sentidos se descontrolam . e o corpo . pedindo espaço pra sonhos ainda maiores . faz a pele gritar . alto . gritos que ouvido não ouve . diz que a cobra . quando muda de pele . renova o corpo . tira do corpo o que não tá bom . pra ganhar mais força . diz que trocar a pele é ter menos medo . diz que a pele que nasce no lugar da outra vem mais forte . menos permeável à veneno alheio . já bem diziam ditados populares: “o que não mata, fortalece” . e trocar a pele é não morrer nunca . deve ser coisa de quem é feito de terra mesmo . terra é coisa que não passa facilmente . pelo menos, não quando com sonhos tão doces . pelo menos não quando com força tão forte . força de querer o bem . força de querer o bom . pra tudo . e pra todos . é... . pra todos . porque ela é assim mesmo . não importa quem . se vai além ou aquém . ela quer é que o mundo seja tão feliz quanto ela . e não é por nada não . é involuntário mesmo . e por isso é forte . e por isso é lindo . e por isso é dela . porque ela é assim . de tomar banho em cachoeira gelada no inverno e de braços abertos . e de sorriso no rosto . de entender olhar de criança . de gostar de praia . de ter poder nas mãos . ai oxum . ah! o amor . é tudo tão lindo quando a beleza vem de dentro né?.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

[...]


[Coisas que acontecem . sem previsão de tempo . de movimentos . de expressões . de palavras . coisas que acontecem no instante exato do inesperado . inexplicáveis . inesquecíveis . elas caem no instante que caem . e ficam . quebradas . ou não . inteiras . ou em farelos . ficam . ali . com seus ponteiros quebrados . prontos . no desejo do desejo . na espera do próximo segundo . e elas simplesmente acontecem . simples . como fatos . como expurgos . que saem . que entram . coisas vivas . limpas de qualquer tipo de superficialidade . de artificialidades . qualquer tipo de atuação . porque o espontâneo não permite atuações ensaiadas . apenas as preciptadas . movimentos . sem sentido de ser algo . simplesmente são . sem pretenção alguma de ser . aquilo que rola de ser . como se a poesia engasgada . não tivesse tempo de ser mais rápida que os dedos . porque enquanto a cabeça pensa no que pode escrever: os dedos já escreveram . o tempo já passou . e tudo já foi feito . assim . abruptamente . como num susto . como num sopro que só tem tempo de passagem . como num grito . que sai antes da boca abrir por completo . é como a boca que beija porque o corpo quis mas não disse nada . de imediato . rimou sem permissão da poesia . virou poesia concreta . abstrata . uma prosa sem contextos de parágrafos . sem condições de frases . sem precisões de sintaxe . sem ordem . sedenta de caos . de singularidades . de criatividades . numa organização precisamente feita por espontaneidade . e foi lá e fez . e foi lá e foi . assim . de explodir as víceras . todas elas . e pronto . ser presente . sem embalagens . deixar nú o momento . e ser verdade . de verdade . ins . tan . tâ . ni . a. men . te . no instante do agora . e ponto]

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

[Palavras - Pessoas - Pele]


[. cada cor . cada traço . cada ponto . cada soma . misturar . dar continuidade . mesmo sem saber . cada segundo . um novo pincel . pincel de cores . concretas . abstratas . apenas cores . cores sem horas . cores do agora . cores do que é . do que poderia ser . coisas que foram . e ficaram . inertes . pra que se possa voltar . e mudar . e ir . sem rumo . colorindo histórias . contos . crônicas . piadas . teatros . atuações . as coisas . supostamente... . são o que cada um acredita ser . cada um . cada qual . cada quem . cada pincel . pincela ao seu modo de ir . e vir . e deixar as coisas . em cores . pra trás... . a cor muda a cada olhar . sem nomes . elas são somente o que são . dependentes de luz . dependentes dos olhos alheios de quem vê . tudo depende . tudo depende de tudo pra ser . num vai e vem desgovernado . as coisas vão sendo . o que parecem ser . o que os olhos que vêem e acreditam que são o que vêem: vêem aquilo que as coisas supostamente são . cada um . guardado em seu pequeno pote fechado . entreaberto . vai pincelando . deixando resquícios . sobras . faltas . desenhos incertos certos de ilusões . de ótica . sonoras . táteis . frágeis . cores diversas . imersas . complexas . indecifráveis . sem pureza alguma . cores . cada dor com sua cor . cada olho em lugar . cada crença em seu pensar . cada ser em seu penar . ... e das pessoas . que passam . e se passam . e ficam . cada qual a sua maneira . que sobre em pinceladas: o resquícios de coisas boas . só isso .]
[palavras opacas: pessoas opacas: a pele não toca em nada... .]

(plk)

[Amigos]




"Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco.
Quero-os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela cara lavada e pela alma exposta. Não quero só o ombro ou o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice. Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril".
* Oscar Wilde *

terça-feira, 5 de agosto de 2008

[Despedida]


"Alguns amores mesmo sendo intensos,
São carregados de fragilidade.
Como se o Adeus viesse abanar lenços
Mostrando enfim que tudo é efemeridade.
E os sentimentos, claros, fortes, densos
Duvidam que aquilo seja verdade
Enquanto os amantes ficam ali propensos
A discutir o que é ilusão, o que é realidade.
Mas que bom que nada disso fosse assim.
E que cada dia fosse sempre um recomeço
E que jamais houvesse a palavra fim.
E os dois se lembrassem que é fugaz a vida
Pois amor nenhum sabe ao certo o preço.
O preço que se cobra uma despedida."

Seduza-me



"Seduza-me! Sem entremeios. Indecisões ou receios. Me traga flores. Me ofereça estrelas. Colhidas especialmente pra mim... Seduza-me! Corra o mundo. Invente uma canção. Me faça versos que falem de paixão. Brinque comigo. Me faça rir. Me toque. Sem me tocar. Me surpreenda. Me prenda! Me conte de você. Da sua vida. Me olhe nos olhos. E me faça sentir um ser especial... Seduza-me! Me fale de amor. E de paraíso. Venha com beijos. Vinho tinto e luz de velas. Se for preciso. Me pegue. Em seus braços. E eu te juro. Que se você me chega assim. Não vou saber te resistir..."

(Letícia Thompson)

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

[Por amor]


“Um sol nasceu. Mais uma noite morreu. Contradições impostas sem razão. Sem compaixão, cheia de amor. Um morre pro outro nascer. Dois mundos que jamais se encontraram, jamais se encontrarão. Um se vai pro outro ter seu lugar, sua admiração. A noite se sacrifica pra poder ver seu sol brilhar. Uma troca justa. Uma troca por amor, por respeito e pelo eterno companheirismo.”

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

[Às vezes céu azul, às vezes tempestade...]


"Porque na vida às vezes somos "céu azul" e às vezes "tempestade"...
Porque no fim o que te faz ser humano, complexo, indefinido, também é o que te faz ser fascinante...
Cada um com seus dias de "águas plácidas" ou "mar revolto" interior..."